A Polícia Civil do Distrito Federal ampliou o pedido de bloqueio de bens na Operação Insider, que investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa envolvendo funcionários ligados ao Banco de Brasília.
Segundo a investigação, o valor das medidas patrimoniais já ultrapassa R$ 16 milhões.
De acordo com a PCDF, novos elementos surgiram após o cumprimento de mandados de busca e apreensão realizados durante a operação deflagrada em 7 de maio.
Os investigadores descobriram que o principal alvo do esquema possuía, além de uma sala comercial inicialmente identificada, outras cinco salas comerciais distribuídas em edifícios empresariais próximos.
Com a nova decisão judicial, foram bloqueados mais de R$ 13,1 milhões em contas bancárias e investimentos financeiros. A Justiça também determinou a indisponibilidade de seis imóveis e oito veículos de luxo.
Investigação aponta movimentações milionárias
Segundo a Polícia Civil, as investigações identificaram movimentações financeiras estimadas em R$ 15 milhões, envolvendo transferências suspeitas entre pessoas físicas e jurídicas, além de operações com grande circulação de dinheiro em espécie.
A corporação também apura possíveis mecanismos de ocultação patrimonial por meio da compra de veículos de alto valor e movimentações financeiras fracionadas.
A investigação ainda analisa supostas irregularidades envolvendo operações da BRB DTVM, distribuidora de títulos e valores mobiliários do banco.
Operação começou após denúncia do próprio BRB
De acordo com a PCDF, as investigações tiveram início após informações repassadas pelo próprio BRB, que identificou irregularidades em uma agência localizada em Ceilândia.
Segundo os investigadores, um gerente da unidade teria participado de operações suspeitas e descumprido normas internas de compliance. Outro funcionário do banco também estaria envolvido no esquema.
Em nota, o BRB afirmou que colaborou com as autoridades desde o início das apurações e reforçou que não haverá tolerância com irregularidades.
A corporação informou que os suspeitos podem responder por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com penas que podem ultrapassar 30 anos de prisão.







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