O deputado cassado Eduardo Bolsonaro atuou como produtor-executivo do filme “Dark Horse”, projeto sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro que recebeu recursos do banqueiro Daniel Vorcaro.
Segundo reportagem do g1 e do Intercept Brasil, contratos assinados em 2024 apontam que Eduardo tinha funções ligadas à captação de recursos e articulação de financiamento para o longa.
O documento também cita o deputado Mario Frias como produtor-executivo do projeto.
De acordo com a investigação, Vorcaro teria destinado cerca de R$ 61 milhões ao filme. Áudios divulgados mostram o senador Flávio Bolsonaro cobrando pagamentos do banqueiro relacionados ao projeto audiovisual.
A Polícia Federal investiga se os recursos foram realmente utilizados na produção cinematográfica ou se parte do dinheiro teria servido para custear despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
Segundo o contrato revelado, os produtores deveriam atuar em estratégias de financiamento, documentação para investidores, obtenção de incentivos fiscais e captação de patrocínios.
A produtora responsável pelo projeto é a GoUp Entertainment, sediada na Flórida, nos Estados Unidos.
O caso também levou o ministro Flávio Dino a abrir apuração preliminar sobre possíveis irregularidades envolvendo emendas parlamentares destinadas a entidades ligadas aos responsáveis pela produtora.
Eduardo Bolsonaro negou irregularidades e afirmou que sua situação migratória nos EUA impediria recebimento direto de recursos ligados a fundos de investimento.







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