O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios denunciou o sargento do Exército Brasileiro Guilherme da Silva Oliveira por tentativa de homicídio após atropelar uma jovem no Riacho Fundo e fugir sem prestar socorro.
A denúncia foi apresentada na última sexta-feira (8).
Segundo a Promotoria de Justiça, o militar dirigia sob efeito de álcool e entorpecentes, em alta velocidade, na contramão e em marcha à ré quando atingiu a vítima.
MP fala em dolo eventual
O MPDFT enquadrou o caso como tentativa de homicídio com dolo eventual — situação em que o motorista assume o risco de provocar a morte.
Para os promotores, o acusado utilizou o veículo “como uma arma” ao conduzi-lo em condições extremamente perigosas.
A denúncia inclui agravantes como:
- uso de recurso que dificultou a defesa da vítima;
- perigo comum;
- fuga sem prestação de socorro.
O promotor Cesar Augusto Nardelli afirmou que o caso não pode ser tratado como acidente.
“Esse violento atropelamento não será tratado como um acidente”, declarou.
O Ministério Público também pediu indenização mínima de R$ 100 mil para a vítima.
Vítima ficou 17 dias internada
A jovem atropelada é Maria Clara Facundo, de 20 anos.
Ela ficou internada por 17 dias e recebeu alta médica nesta segunda-feira (11).
Segundo a família, Maria Clara sofreu:
- fraturas na bacia;
- fraturas no rosto;
- traumatismo craniano.
Atualmente, ela segue tratamento em casa e realiza sessões leves de fisioterapia, já que ainda não consegue permanecer em pé.
Imagens mostraram fuga
O atropelamento aconteceu na madrugada de 25 de abril.
Imagens de segurança mostram o momento em que o sargento dá marcha à ré no veículo e atinge Maria Clara, que atravessava a rua próxima a uma faixa de pedestres acompanhada de uma amiga.
A vítima chegou a ser arrastada pelo asfalto.
Mesmo após o impacto, o motorista fugiu do local sem prestar socorro.
O acusado permanece preso preventivamente em unidade militar por integrar o Exército Brasileiro.
O caso tramita na Justiça do Distrito Federal.







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