Professores da rede pública do Distrito Federal anunciaram uma paralisação das atividades nesta quinta-feira (23), em protesto contra suposta redução salarial de docentes temporários após a implementação do sistema EducaDF.
A mobilização é organizada pelo Sindicato dos Professores do Distrito Federal, que acusa a ferramenta de gestão de alterar o cálculo das horas trabalhadas, impactando diretamente os contracheques da categoria.
Segundo o sindicato, professores temporários — que representam cerca de 60% dos profissionais em sala de aula no DF — têm enfrentado perdas salariais e aumento da precarização do trabalho.
Um ato público está marcado para às 9h, na Praça do Buriti, reunindo educadores e apoiadores do movimento.
Principais reivindicações
- Pagamento integral da jornada de trabalho
- Garantia do piso salarial para temporários
- Respeito à coordenação pedagógica
- Fim do modelo de hora-aula
- Ajustes no sistema EducaDF à realidade da rede
De acordo com o Sinpro, o sistema — adquirido por cerca de R$ 40 milhões — foi implementado sem adaptação às necessidades locais, o que teria gerado distorções na remuneração.
Governo nega redução
A Secretaria de Educação do Distrito Federal, por sua vez, nega qualquer alteração indevida nos salários e afirma que o pagamento segue a legislação vigente.
Em nota, a pasta declarou que o EducaDF traz mais transparência e precisão na gestão da carga horária e garante que não houve supressão de direitos.
Impacto nas escolas
Algumas unidades já confirmaram adesão à paralisação, com suspensão de aulas prevista. A orientação é que pais e responsáveis verifiquem diretamente com as escolas o funcionamento no dia.
O impasse expõe mais um capítulo da tensão entre professores e governo no DF, com impacto direto na rotina de milhares de estudantes.







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