A derrota do primeiro-ministro Viktor Orbán após 16 anos no poder provocou uma onda de reações entre líderes europeus, que celebraram a vitória de Peter Magyar, do partido Tisza, nas eleições parlamentares da Hungria. Os resultados parciais indicam que a oposição de centro-direita deve conquistar maioria de dois terços no parlamento, abrindo um novo capítulo político no país.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a Hungria “escolheu a Europa”, enquanto o presidente francês Emmanuel Macron destacou que o resultado demonstra o compromisso do povo húngaro com os valores democráticos e com a União Europeia.
Também enviaram mensagens de apoio o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, o chanceler alemão Friedrich Merz, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e outros chefes de governo da Europa, todos ressaltando o impacto do resultado para a democracia europeia, segurança continental e fortalecimento institucional da União Europeia.
A mudança é vista por analistas como um revés histórico para uma das principais lideranças conservadoras da extrema direita global, além de sinalizar uma possível reaproximação da Hungria com o núcleo político da União Europeia e da OTAN.
O resultado também pode redesenhar o equilíbrio geopolítico no continente, especialmente em temas como guerra na Ucrânia, imigração, segurança e relação com a Rússia.







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