Na última terça-feira (7), a falta de escolta de presos levou ao adiamento de importantes julgamentos no Distrito Federal, incluindo um caso de grande repercussão. A situação ocorreu durante a assembleia de policiais penais, que resultou na ausência de efetivo necessário para garantir a segurança dos réus durante as sessões do Tribunal de Júri.
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) recebeu o aviso da Secretaria de Administração Penitenciária do DF (Seape) com 51 minutos de atraso, o que fez com que os julgamentos tivessem que ser remarcados. As testemunhas convocadas para o julgamento de Brendo Washington e Edicarlos Santos, acusados de homicídio contra o servidor do Instituto Brasília Ambiental, Caio Augusto de Souza, compareceram ao local, mas acabaram dispensadas devido à falta de escolta dos réus. O julgamento foi adiado para 1º de setembro, quase cinco meses após a data original.
Segundo apurado, o aviso da Seape foi enviado às 8h09, mas o TJDFT só repassou a informação às varas judiciais por volta das 10h51, já com o início dos julgamentos previsto para 9h. A Seape justificou que a insuficiência de efetivo se deu por conta da convocação de assembleia da categoria dos policiais penais, o que comprometeu a segurança dos presos.
O movimento sindical dos policiais penais, que incluiu a exigência de valorização da categoria e melhores condições de trabalho, também impactou a rotina da Justiça, resultando no adiamento de três júris no mesmo dia.
A Seape, em comunicado, ressaltou que medidas temporárias foram adotadas para mitigar os impactos da assembleia, com a realocação de policiais para unidades sensíveis.







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