O novo pacote de medidas do governo Luiz Inácio Lula da Silva para conter a alta dos combustíveis e do gás de cozinha abriu um intenso debate político e econômico em Brasília, ao mesmo tempo em que tenta reduzir os impactos da crise internacional no bolso do consumidor.
O conjunto anunciado inclui subvenção de R$ 0,80 para o diesel nacional e R$ 1,20 para o diesel importado, além de desonerações para querosene de aviação, biodiesel e subsídio ao GLP, o gás de cozinha. O custo estimado supera R$ 8 bilhões, somando-se a outros R$ 22 bilhões já anunciados em março.
A compensação fiscal virá, segundo a coluna, da taxação sobre exportação de petróleo e do aumento do IPI sobre cigarros, o que mantém a estratégia dentro do arcabouço fiscal defendido pelo governo.
Nos bastidores, aliados do Planalto argumentam que a intervenção é necessária diante da disparada internacional do petróleo causada pela guerra no Oriente Médio, especialmente para evitar reflexos no frete, na inflação e no preço dos alimentos.
Críticos, porém, veem no movimento um gesto de forte apelo eleitoral, a apenas seis meses da votação, reacendendo o debate sobre o uso de medidas econômicas emergenciais em anos de disputa presidencial.
A avaliação dentro do governo é de que o diesel, o botijão de gás e o querosene de avião se tornaram pontos sensíveis de percepção popular e precisam de resposta rápida para conter o desgaste político.
Além do alívio imediato, a equipe econômica ainda prepara projeto para combater práticas especulativas na formação dos preços ao consumidor.
A iniciativa deve dominar o debate político desta semana no Congresso e no mercado financeiro.







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