A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, intensificou as articulações com o governo federal para tentar construir uma saída para a crise do Banco de Brasília. Em declaração pública, Celina afirmou que um apoio da União e da Caixa Econômica Federal seria “um gesto muito positivo” para a capital.
A governadora revelou que tem mantido conversas com o Ministério da Fazenda e fez um apelo direto para que a Caixa colabore na recuperação da instituição financeira, hoje no centro de uma das maiores crises recentes do sistema público bancário do DF.
Na mesma frente, Celina afastou dirigentes do BRB citados em relatórios de auditoria ligados às negociações para aquisição do Banco Master, medida que, segundo ela, busca garantir independência, transparência e segurança às apurações.
Outro ponto de forte repercussão foi a decisão de retirar a Gleba A da Serrinha do Paranoá da lista de imóveis cogitados para reforço patrimonial do banco. A área, de aproximadamente 716 hectares, agora deve ser transformada em parque de preservação ambiental, em uma guinada importante na política patrimonial do GDF.
A mudança representa recuo em relação à estratégia adotada na gestão anterior e atende a pressões de ambientalistas, moradores e entidades que defendem a proteção da região, considerada estratégica para a recarga hídrica e preservação do Cerrado.
Nos bastidores da equipe econômica, o novo secretário de Economia, Valdivino Oliveira, terá a missão de reorganizar contratos, revisar despesas e ajustar o orçamento distrital em meio à crise bancária.
Apesar das conversas com Brasília, interlocutores do governo federal sinalizam resistência a uma intervenção direta da União. Uma das alternativas em estudo é a compra de carteiras do BRB por bancos públicos, desde que haja viabilidade financeira.
O banco ainda aguarda a conclusão do processo de auditoria externa e das tratativas para um empréstimo de R$ 4 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos, peça central do plano de capitalização.
A estratégia de Celina busca equilibrar recuperação financeira, proteção do patrimônio ambiental e preservação institucional do banco público do DF.







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