O relatório final da CPI do Instituto Nacional do Seguro Social foi rejeitado após uma votação acirrada no Congresso Nacional, em uma sessão que se estendeu até a madrugada.
O placar terminou em 19 votos contrários e 12 favoráveis ao parecer, que previa o indiciamento de mais de 200 pessoas, incluindo figuras ligadas ao meio político e empresarial. A base do governo Luiz Inácio Lula da Silva atuou de forma decisiva para derrubar o texto.
A comissão investigava um esquema bilionário de descontos indevidos em aposentadorias e pensões, que teria causado prejuízos estimados em mais de R$ 6 bilhões a beneficiários entre 2019 e 2024.
O relatório rejeitado também incluía pedidos de indiciamento de nomes conhecidos no cenário político, além de propostas de responsabilização criminal e medidas mais rigorosas para combater fraudes no sistema previdenciário.
A sessão foi marcada por forte tensão entre governistas e oposição, com debates intensos e divergências sobre a condução das investigações e as conclusões apresentadas.
Com a rejeição do relatório, a CPI encerra seus trabalhos sem um documento final aprovado, abrindo espaço para disputas políticas e novas narrativas sobre o caso.
Analistas avaliam que o desfecho evidencia o peso da articulação política no Congresso e pode ter impactos diretos no cenário eleitoral e institucional nos próximos meses.




