O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, marido da soldado Gisele Alves Santana, encontrada morta em seu apartamento em fevereiro deste ano, não compareceu ao velório da esposa. Segundo documento da Polícia Civil, o tenente-coronel afirmou que não viu o corpo de Gisele desde o dia de sua morte e que temia por sua segurança devido a ameaças recebidas.
Em seu interrogatório, realizado no dia 19 de março, o tenente-coronel alegou que estava desarmado e evitou se encontrar com os pais de Gisele, seguindo orientações de psicólogos. O militar está sendo investigado pelo feminicídio da soldado e encontra-se preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes desde 18 de março.
A morte de Gisele, inicialmente tratada como suicídio, foi reclassificada para feminicídio qualificado e fraude processual após a análise de laudos periciais, depoimentos e evidências de dispositivos eletrônicos. Entre os indícios, estão contradições nas declarações do tenente-coronel e sinais claros de violência antes da morte, como lesões no rosto e no pescoço da vítima.




