O Supremo Tribunal Federal realizou nesta segunda-feira (2) a sessão solene que marcou a abertura do Ano Judiciário de 2026. A cerimônia, realizada após o recesso forense, reuniu autoridades dos Três Poderes e simbolizou o início oficial dos trabalhos da Corte ao longo do novo ano.
O evento contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, além dos presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do Senado Federal, Davi Alcolumbre. Também participaram o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o presidente da OAB, Beto Simonetti, representando o Ministério Público e a advocacia.
A abertura do Ano Judiciário ocorre em meio a críticas direcionadas à Corte em razão das investigações envolvendo fraudes no Banco Master. O ministro Alexandre de Moraes negou publicamente ter participado de encontro com o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, classificando como falsas reportagens que sugeriam conflito de interesses no caso.
Outro ponto de tensão envolve o ministro Dias Toffoli, criticado por permanecer na relatoria de processos relacionados ao banco após a revelação de irregularidades em fundo de investimento ligado a empreendimento pertencente a familiares do magistrado. Em defesa, o presidente do STF, Edson Fachin, divulgou nota institucional, o que também gerou reações negativas.
A pauta de julgamentos do plenário começa oficialmente na quarta-feira (4) e inclui temas sensíveis, como regras para uso de redes sociais por magistrados, limites à liberdade de expressão em casos de dano à honra e a análise do Programa Escola Sem Partido. Ainda em fevereiro, a Primeira Turma do STF realizará o julgamento presencial da ação penal sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, processo considerado um dos mais emblemáticos da história recente do país.




