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Regime do Irã decreta luto nacional em meio a protestos contra Khamenei e mais de 500 mortos

O regime do Irã decretou três dias de luto nacional neste domingo (11) em homenagem aos chamados “mártires” das forças de segurança mortos durante os protestos que tomam as ruas do país há quase duas semanas. A medida ocorre em meio a uma violenta repressão às manifestações contra o líder supremo Ali Khamenei, que já deixaram mais de 500 mortos, segundo organizações de direitos humanos.

De acordo com o grupo HRANA, ao menos 538 pessoas morreram nos confrontos, entre manifestantes e agentes de segurança, além de mais de 10 mil prisões. ONGs internacionais denunciam um “massacre” em andamento, enquanto o governo iraniano afirma estar enfrentando “tumultos” promovidos por “terroristas urbanos” supostamente apoiados pelos Estados Unidos e por Israel. O regime também restringiu o acesso à internet, dificultando a verificação independente dos números.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, convocou uma “marcha de resistência nacional” e tentou combinar discurso de diálogo com ameaças externas, enquanto autoridades do país alertaram para possíveis retaliações contra bases militares americanas e israelenses no Oriente Médio. Analistas avaliam que a crise representa a maior onda de protestos no Irã desde 2009 e ocorre em um momento de fragilidade política e econômica do regime, ampliando o risco de escalada regional.