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Evangélicos ultrapassam católicos no DF entre os mais jovens, aponta Censo 2022

O novo levantamento do IBGE sobre religião, divulgado nesta quinta-feira (6/6) com base no Censo Demográfico 2022, revela mudanças significativas no perfil religioso da população do Distrito Federal. Pela primeira vez, o percentual de evangélicos ultrapassou o de católicos em algumas faixas etárias, especialmente entre os mais jovens.

No geral, o número de católicos caiu de 57,2% em 2010 para 49,7% em 2022 no DF. Já os evangélicos passaram de 26,1% para 29,2% no mesmo período. Entre as crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, os evangélicos já representam 34,9%, enquanto os católicos somam 43,6% na faixa de 20 a 24 anos, mostrando a tendência de envelhecimento do grupo católico.

Outro destaque é o crescimento da população sem religião, que atingiu 11,3% no DF — a sexta maior proporção entre as unidades da federação. Essa parcela é ainda mais expressiva entre os jovens de 20 a 24 anos (16,7%).

Mudança nos perfis por cor/raça

O levantamento também mostra as variações entre os grupos raciais:

  • Entre os brancos, 52,3% se declaram católicos e 24,8% evangélicos.

  • Entre os pardos, a proporção de evangélicos sobe para 32,4%.

  • Entre os pretos, 31,3% são evangélicos.

  • Entre os indígenas, 39,6% são católicos, 29,8% evangélicos e 4,5% seguem umbanda ou candomblé — maior índice entre todos os grupos.

  • Entre os amarelos, o maior percentual (20,1%) é de pessoas sem religião.

Já os espíritas sofreram leve queda no DF, passando de 3,7% em 2010 para 3,3% em 2022. Em contrapartida, a umbanda e o candomblé cresceram de 0,2% para 0,9%, refletindo maior visibilidade e aceitação dessas crenças de matriz africana.

Religião e analfabetismo

O Censo também analisou a taxa de analfabetismo entre pessoas com 15 anos ou mais, revelando que os católicos (2,6%) e os evangélicos (2,5%) têm as maiores taxas no DF. No entanto, ainda assim, o Distrito Federal registra os menores percentuais de analfabetismo entre católicos e evangélicos no país.

Os espíritas (0,7%) e os praticantes de umbanda ou candomblé (1,1%) apresentam as menores taxas de analfabetismo entre os grupos religiosos da capital.

Voz de Brasília

Fonte: agência gov

Foto: foto da web